Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Devaneios de uma morena

Um blog sobre tudo e mais alguma coisa. Um companheiro para todos os dias, a qualquer hora que seja.

devaneios do dia #2

Devaneios(2).png

 

Esta coisa de se gostar muito de animais nem sempre é vista com bons olhos. Há os que nos acusam logo de sermos «anti-gente», e também os que acham que um simples bicho não merece mais nada para além de coleira, trela e taça de comida. Não posso condenar este comportamento de indiferença, porque acho sinceramente que uma pessoa não pode sentir compaixão por animal que seja sem ter tido um ou, pelo menos, sem se ter relacionado com um. É impossível. O amor pelos bichos – pelos cães, pelos gatos, pelos coelhos, pelos cavalos – não nasce do nada, não nasce de fotografias da internet, não nasce só porque sim. «Ah, e tal, que giro, que engraçado, adoro e quero ter mil.». Não… não é assim.

 

É preciso mexer, brincar com ele, apanhar uns quantos sustos, esquecermo-nos de lhe dar atenção, de vez em quando, para percebermos o tal amor, a falta que ele – o bicho – nos faz.

 

É por isso que não condeno a indiferença relativamente aos animais. É por isso que compreendo tão bem um «Não percebo como é que gostas tanto do teu cão!» vindo de alguém que nunca teve um. Entendo e não recrimino. Não sabe o que perde…

 

Mas depois vêm aqueles que, não se ficando pela indiferença, são aquilo a que se chama de valentes atrasados mentais. Aqueles que partem para comportamentos ridiculamente bárbaros como pontapear, abandonar, maltratar animais. Deixá-los passar fome no meio da imundice, usa-los para fazer criação sabendo que o retorno será bem jeitoso, já que os cães de raça estão caros, e bem caros. Logicamente que perante atitudes deste tipo não consigo reagir do mesmo modo, e ainda bem que não consigo. Este tipo de pessoas traz ao de cima o pior de mim, faz-me ser capaz de lhes desejar mal, muito mal.

 

Mas enquanto houver gente a praticar (ainda por cima quase orgulhosamente) comportamentos deste tipo e a sair impune, eu vou desejar-lhes um futuro pouco ou nada risonho, vou censurar, vou dizer mal. Houve ali uma qualquer falha com aquela gente. Ou nunca foram amados, ou não sabem amar. Vai-se a ver e batem nos pais ou nos namorados.

 

Os maus tratos aos animais e o abandono são só o começo, um começo que me preocupa bastante, que me entristece pela óbvia demonstração de falta de caráter por parte de quem o faz. Depois basta um pequeno passo e já estamos nos maus tratos aos humanos. Não pode ser. Como é que isto aconteceu? Eu sei que sempre houve gente má, pérfida, mas não me lembrava de serem tantos.

 

Visto que nada se pode fazer quanto a essa gente, já que ainda não se inventaram injeções de valores e bom senso, ajude-se os que sofrem com essas pessoas. Falo dos animais, sim, mas aproveito para referir também as pessoas – sobretudo crianças e idosos, que são os mais flagelados.
Há associações de ajuda, grupos de voluntariado, recolhas de ração animal (por exemplo) nos supermercados de vez em quando...mil coisas!

 

Ajudar é a palavra de ordem. E já que não há prevenção que valha, ao menos que se tente reparar os estragos.

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D