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Devaneios de uma morena

Um blog sobre tudo e mais alguma coisa. Um companheiro para todos os dias, a qualquer hora que seja.

Morena na rota d'os temas complicados #1

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 Sou totalmente a favor de traçar objetivos, metas, fazer planos a longo prazo. Não vivo como se não houvesse amanhã, pelo contrário: tenho-o em conta, quanto baste.

 

Isto não quer dizer– nem lá perto – que deixo de aproveitar o que quer que seja nem que sou obececada com coisas que nem sei se vão acontecer. Não! Sou simplesmente uma pessoa que vai vivendo a sua vida e, não satisfeita (a insatisfação é condição natural do ser humano; não sejamos conformados e conformistas), procura antecipar-se um bocadinho.

E faço-o sem nunca ficar agarrada a uma qualquer ideia que nem sei se algum dia vou ter condições de por em prática. Mas a vontade, essa, cresce à medida que vou fazendo os planos, que delineio os objetivos. E a vontade é absolutamente necessária para se chegar a algum lado: seja ontem, seja hoje, seja amanhã.

 

E no carpe diem em que quase somos obrigados a viver (porque «não se sabe o dia de amanhã» e «a vida está má») arranjo sempre espaço para me imaginar daqui a dois, três, dez ou vinte anos. Sei o que quero, sei (mais ou menos) quando quero, sei porque quero. Não, não sei se vai ser exatamente como idealizei e planeei, mas guardo o compromisso e a vontade de fazer tudo o que me seja possível para alcançar aquilo a que me propus.

 

Acabo por não viver agarrada nem ao dia de hoje nem ao de amanhã. Eles complementam-se, coexistem numa harmonia que eu adoro, que vejo como saudável. Essa coexistência entre o que faço hoje e o que pretendo fazer amanhã faz-me sentir completa, realizada. Se falhar... falhei. Caio, levanto-me e lá vou. Não estarei sozinha. 

 

Não me parece que pensar no futuro no meio desta conjuntura tão terrível, tão precária, possa ser mau. Pelo contrário. Mas infelizmente julgo que deixámos que se acomodasse demais a ideia de que nós, jovens, não podemos sonhar. Levamos o mote d’«os pés bem assentes na terra» demasiado a sério. Mas afinal não se espera que estejamos cá daqui a vinte anos? Não podemos desejar coisas para nós? Não podemos esperar nada do que aí vem? Sinto que, socialmente, somos quase proibidos. 

 

Fazer planos nunca fez mal a ninguém. Se os levarmos a cabo, o sentimento de realização sobrepor-se-á a qualquer esforço. Se falharmos, resta que nos recomponhamos e tentemos de novo. Não podemos reduzir-nos ao «hoje» e achar que a nossa oportunidade de fazer, falhar e tentar de novo tem vinte e quatro horas e acabou. Há mais para além de hoje, e não custa nada olhar para amanhã.

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