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Devaneios de uma morena

Um blog sobre tudo e mais alguma coisa. Um companheiro para todos os dias, a qualquer hora que seja.

Borbulhedo, vai-te embora

Elas perseguem-me há anos. Quem? As borbulhas.

Agora vão aparecendo menos vezes, é certo. E em menor quantidade, o que também é ótimo. Mas sempre foram daquelas coisas capazes de me levar à loucura, de me deixar verdadeiramente irritada. 

Há pouco tempo, as estúpidas voltaram em força mas, pasmem-se, só aparecem na zona em redor da boca. O que é isto??? Salvem-me desta praga. 

Como preciso de ajuda para parar estas malvadas, pesquisei, pesquisei, pesquisei, e encontrei uma coisa que talvez seja aquilo que eu preciso: um produto chamado Keracnyl Stop Borbulha, da Ducray

«Stop» é realmente uma necessidade. 

Li ainda que se trata de um verdadeiro cuidado SOS. Pois bem, é uma emergência, de facto. Que ninguém é feliz com a cara em obras. 

Mas confesso que falo de barriga cheia. Há pessoas tão, mas tão, mas tão piores que eu. Maria Raquel, és uma verdadeira totó... 

A minha mãe bem diz que sou neurótica. 

Mas deixem-me ser. 

Conto-vos se comprar o dito produto e dou feedback. 

Alguém já experimentou? 

O lema, daqui para a frente, é: daqui, borbulhas

 

Em tom de brincadeira, porque nem tudo é lindo e maravilhoso, deixo-vos um retrato da minha pior borbulha. Está artístico, como requerido no mundo dos blogs. Divirtam-se e apreciem. Chamei-lhe: a pior borbulha do mundo

 

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Uma explicação

Há dias em que uma pessoa não sabe o que escrever.

Passei o fim-de-semana dividida entre os meus livros da faculdade e as notícias sobre Paris. 

Não consigo ficar indiferente a estes acontecimentos. Quero tentar compreender o que motiva tudo isto, quem alimenta todo este conflito, se há modo algum de colocar um ponto final nesta história. Mas para isto é preciso tempo. 

E o blog também precisa desse meu tempo. Mas este fim-de-semana resolvi deixá-lo descansar.

Voltarei, durante esta semana que chega, com novidades. 

 

Beijinhos,

Raquel 

Hoje deixei de querer voltar a Paris

Hoje deu-se um atentado que, mais do que um atentado terrorista, foi um atentado à sociedade ocidental tal como a conhecemos. 

Com o fim de assustar, causar o pânico, alertar para algo que, muito sinceramente, não consegui ainda compreender do que se trata, pessoas como nós viram-se atacadas, lesadas na sua liberdade e naquele direito fundamental que é o direito à vida. Uns ficaram feridos e outros morreram. E ainda há, neste momento, reféns. E em direto, meio mundo, ou mais de meio mundo, vai podendo ver bem de perto, perto demais, toda a desgraça. Ouvem-se as explosões dentro do Bataclan. É assustador. 

Trata-se de ataques verdadeiramente miseráveis, desumanos. 

Ataques que tiveram lugar na tão bela cidade de Paris. Aquela que é uma capital europeia tão concorrida, tão querida. Aquela que gostava de voltar a visitar. Gostava. 

Hoje essa vontade foi embora. Hoje dou graças por não estar ali. Hoje, mais uma vez, a desilusão tomou conta de mim. E não serei apenas eu a sentir-me assim.

Como eu, muitas mentes inquietas estarão, por aí, a pensar na rudez e barbaridade da situação. Já vimos muito, nós. E sabemos muito, já de há muito tempo. 

Foram cometidas enormes atrocidades neste nosso mundo ao longo da história, ao longo do tempo. O holocausto, o genocídio no Ruanda, o conflito armado de Darfur, entre tantos outros.

Mas o tempo passou e eu, que acreditava piamente no velho dizer «Time heals all wounds», esperava alguma (senão muita) evolução e estabilização social. Esperava uma sociedade mais pacífica, mais ponderada. 

Pois bem, esta ideia saiu-me completamente ao lado. 

E aqui estamos nós a ver de perto, a assistir quase na fila da frente, a esta falta de civismo, a esta falta de respeito pelo próximo, a esta desprezível mostra do que é o homem - ou daquilo em que o homem se pode, infelizmente, tornar.  

E resta-me questionar uma coisa: De quem é a culpa? Como é que se chegou até aqui? Como e desde quando se tornou impossível travar estes comportamentos? 

São perguntas que eu, como tantas outras pessoas, vou fazendo. E faço-as absolutamente mergulhada em preocupação e medo. Afinal, Paris é aqui ao lado.

Entristece-me que não haja fim à vista. Mas conformada com a probabilidade de inexistência de um fim, só me ocorre pensar: tomara que não piore. 

O homem é, verdadeiramente, multifacetado. Mas no mau sentido. Há homens desprezíveis, assustadoramente terríveis. Capazes de cometer atrocidades inimagináveis. Homens que, aos meus olhos, não podem ser homens. São pura vergonha. 

Aos inocentes, a todos eles, restam-me palavras de alento. Aos que não puderam sobreviver, sei que o lamento não chega. A raiva é imensa. 

Aos que andam por aí, como eu, sem nada ter a ver com todo este conflito que vai ganhando força, nem vale a pena sugerir que se vá tomando cuidado. Eles, a tal vergonha do mundo, andam aí. E estão mais perto do que imaginamos. 

E como disse, já só desejo uma coisa. Tomara que não piore. 

 

Que se veja, sempre assim, a tão bonita cidade de Paris. 

 

 

 

Querida Pepa, eu entendo-te

 

http://41.media.tumblr.com/7eddd2ae993a0a0d689f3ce4bfcbfb5d/tumblr_nvufhtpBAN1rjxtvjo1_1280.jpg

Anos mais tarde, posso finalmente confessar que entendo a querida (e mal-afamada) da Pepa. Sim, aquela que queria a Chanel no natal. E que, só por acaso, até frizou, antes de dizer a

 

 

frase proíbida, que se tratava de um desejo consumista. 

Estou a defendê-la? Acho que sim. Apesar de ser a maior tsia do mundo a falar, do género «tenho uma bola de ténis dentro da boca», não era necessário tê-la atacado da forma como o fizera, (sim,

 

fizeram...na altura não fiz nada! era uma pequena criança incoente).

 

Mas o que aqui me traz não é falar, propriamente, da Pepa.

É só dar-lhe alguma razão. 

Porquê?

 

Olhem-me para aquela Chanel giríssima que chapei ali em cima. Também não me importava de ter uma no natal, digo-vos já. Apesar daquele padrão/textura um bocadinho fora do normal, é do mais versátil que já vi. É como um vestido preto... fica sempre bem (ou como se diz muito por aí: nunca me comprometo). 

E vocês? Admitam lá que também não se importavam de ter uma. E se não querem parecer consumistas... bem, digam lá que não se importavam de ter uma se ela caísse do céu.

 

E se alguém ousar vir aqui mandar vir comigo porque ainda ontem vos disse que carteirinhas mini não dão jeito nenhum...fiquem com esta: a chanelzinha comparada com a LV do post de ontem é bem maxi!

 

 

P.S.: Se eu começar a juntar agora talvez lá para 2032 possa ter a minha Chanel.

 

 

O grito académico

Há coisas que nunca pensei que fossem como realmente por aí se apregoa.

Coisas que fui ouvindo por aí, desde que me lembro, e sempre julguei não passarem de meras frases feitas. Coisas que se dizem só porque sim, porque todos dizem e, pronto, há-de ficar bem dizer.

 

Agora, por vezes, vou-me apercebendo que talvez haja mais verdade nessas palavras do que aquela que eu, pessoalmente, sempre lhes atribuí.

E noto muito isto relativamente à vida académica. A  minha vida académica aqui em Coimbra, minha cidade.

 

E hoje, pela primeira vez desde que entrei na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra pude tomar parte num grito académico. O grito académico. Foi fantástico. Foi muito mais emocionante do que alguma vez pensei poder ser. É, realmente, um tremendo orgulho.

 

Se já me tinham dito isto?... Já. Mas eu, na verdade, nunca acreditei. Foi até hoje.

 

http://www.visitcentrodeportugal.com.pt/wp-content/uploads/2012/11/coimbra-se-velha-2-832x468.jpg

 

 

Fotografia: Turismo de Portugal Centro

 

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