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Devaneios de uma morena

Um blog sobre tudo e mais alguma coisa. Um companheiro para todos os dias, a qualquer hora que seja.

Um 'must have' ou só um (grande) investimento?

 

Intriga-me este boom de marcas de bikinis nacionais. Talvez não se lhe possa chamar boom, porque não foram criadas todas de enxurrada, de repente, ao mesmo tempo. Mas a verdade é que, aos meus olhos, este mediatismo todo em torno de uma meia dúzia de marcas em específico é recente, tem uns dois ou três anos, e o só demonstra tendência para crescer. E com o aumento do mediatismo veio o aumento do preço.

 

Temos dezenas de bikinis, fatos de banho, trikinis e o diabo a quatro super giros e terríveis: giros, porque realmente aquelas estampas são fantásticas e muito apetecíveis, e os formatos são cada vez menos convencionais; e como já dizia o outro, «mudam-se os tempos, mudam-se as vontades», e vemos mulheres cada vez mais arrojadas, mesmo na praia; e terríveis porque os preços aterrorizam muitas pessoas e as respetivas carteiras.

 

Ter uma pecinha destas não está ao alcance de qualquer uma. E não sei se isto é bom, se mau. Por um lado, é uma pena que sejam tão caros. Mas também não faço a mais pequena ideia do processo por detrás dos fatos de banho, dos custos que a produção acarreta, o que torna difícil concluir se realmente o preço faz jus à peça, ou se a peça faz jus ao preço, digamos antes assim.

 

Realmente apetece ter dez, é verdade. Mas vai-se a ver e se calhar nem se fica bem lá dentro. Não vale de nada ter um bikini ou um trikini giríssimo para se parecer um autêntico panzer com ele vestido. E eu sou a primeira a admitir que seria essa a minha figura envergando alguns daqueles um bocadinho mais excêntricos, lindíssimos e menos tapadinhos.

 

A verdade (nua e crua) é que nem todas as mulheres ficam bem com um buraco na barriga, um decote até ao umbigo, nem têm um rabinho pequenino, empinado, digno de ser mostrado, e bem mostrado. É assim a vida real. Não podemos ser todas como as meninas dos catálogos. Para mim, acaba por se tornar algo ingrato aquele desfasamento que há entre «a peça na menina do catálogo» e «a peça na menina da vida real». Por muito que as marcas se preocupem com esse aspeto, que queiram fazer fatos de banho adequados a todas, sem exceção, vai sempre haver modelos que não dão para uma grande maioria, que nem práticos são. E depois acabamos todas de igual na praia, com os modelos mais giros, mais confortáveis, mais usáveis.

Se calhar não acabamos (plural, nós...), porque sinceramente não me vejo, nem daqui a dez anos, a gastar mais de cem euros num fato de banho, mesmo que seja «O fato de banho». Mas isso são outros quinhentos…

 

No entanto, isto não é mais do que um desabafo. Não se trata de qualquer crítica negativa a alguma das marcas, uma vez que sou da opinião de que que fazem mesmo um excelente trabalho, por terem coleções cada vez mais giras e por ainda serem capazes de me surpreender (e não só a mim…) sempre mais um bocadinho mais.

 

Mas como sonhar (e opinar!) ainda é de graça, deixo os meus dois prediletos de todas as coleções que vi até agora – e são da... Cantê.

 

Beijinhos,

Raquel

 

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