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Devaneios de uma morena

Um blog sobre tudo e mais alguma coisa. Um companheiro para todos os dias, a qualquer hora que seja.

O fim do homem bom, ou só: o fim do homem

 

Sou daquelas que defende os animais com unhas e dentes, que chega a pô-los no patamar de gente. Sim, muito erradamente também condeno a mãe natureza pelo inevitável e, passo a redundância, pelo que é natural. Também me passo com esta história da cadeia alimentar e choro baba e ranho com a foca que mata o pinguim nos programas da BBC.

 

Depois acordo, ponho a cabeça no sítio, volto a tentar ser racional e entendo que há aspetos a reconsiderar. A natureza é a natureza, não posso fazer nada quanto a isso – ela é que manda. E com a cadeia alimentar também não me posso meter. Mas depois há as milhentas atrocidades que o homem comete contra os animais todos os dias. São atitudes destas que transformam a raça humana em tudo aquilo que não deveria ser: desprezível e miserável. Sem coração. 

 

Infelizmente, apesar de todos os apelos, do «massacre» de chamadas de atenção para estes comportamentos horrendos, o homem não quer entender. Ou alguns homens não querem entender. Continuam convictos, cheios de vontade de matar animais, de os abandonar, de os destratar de uma maneira absolutamente reprovável e horrível. 

 

Mas esta temática, para mim, tem um ponto fraco pelo qual facilmente se pode «pegar» e tecer críticas:  a possível falta de coerência. «Ah e tal, não gostas que matem animais mas comes carne…». Fim de conversa – quando há pouco pus a cabeça no lugar perdi com a cadeia alimentar. Ela é soberana. Eu não tenho voto na matéria. Deixemos que a foca coma o pinguim... É assim que é.

 

Mas há tantos outros animais – insuscetíveis de virem a ser paparoca para esta máquina de matar que é o homem – que este tão mal trata sem razões válidas. Os cães, os gatos, os ursos pandas, os elefantes, as focas, os ursos polares, entre tantos outros dos quais provavelmente nem nunca ouvimos falar.

 

Basta! Não faz sentido que o homem continue a caminhar desta forma para a degradação ambiental, para o fim de certas espécies animais. É incompreensível que não haja qualquer coisa parecida com amor, ou vontade de cuidar, de preservar. Não entendo como é que se pode deixar um cão, indefeso, sozinho, que até ali tinha uma casa, no meio de uma estrada, quase à espera que um carro lhe passe por cima. Para mim, estas atitudes espelham exatamente o que se passa: o homem atravessa, nos dias de hoje, uma grave crise – uma crise de valores, uma crise de integridade, uma crise de humanidade. A uma rapidez alucinante e somente por culpa sua, o homem vai deixando de ser homem. Fará sentido?

 

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Raquel

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