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Devaneios de uma morena

Um blog sobre tudo e mais alguma coisa. Um companheiro para todos os dias, a qualquer hora que seja.

Resolvi escrever sobre o 'meu' tema proíbido: politiquices.

Gostava de poder dirigir-me a todos aqueles que, como eu, admitem não entender grande coisa de política, confessam saber muito pouco ou quase nada no que toca às ideologias professadas pelas diversas forças políticas, que votam mais «ensinados» pela televisão e pelo que se ouve por aí, do que por outra coisa qualquer. Aqueles que, admitindo esta forma de estar, a lamentam profunda e sinceramente, e se vestem de uma enorme vontade de que seja diferente numa próxima vez.

 

Há culpa no cartório, pois há. Mas não é só para estes lados. Verdadeiramente, a culpa nem mora aqui. Passou por cá, somente.

 

A culpa, aqui, divide-se. E não se divide irmãmente, atenção. Não há cá igualdades no que toca à culpa.

 

E antes da culpa vem o erro. E há quem erre com convicção, porque quer; há quem erre por não saber o que está certo; há quem erre confiante de que está a fazer a melhor coisa do mundo.

E há-os, como eu, que nem erraram, na verdade. Limitaram-se a saber menos do que deviam, que enquanto pouco sabiam podiam estar, antes, a ver se ensinavam qualquer coisa a outro igual a si.

 

Mas uma coisa é certa, fui votar ciente das minhas limitações ideológicas e doutrinais e com pouca capacidade de argumentação no que toca a matéria de campanhas políticas, debates e essa treta toda. Mas fui. Fui com uma ideia, um desejo enorme de ver certos aspetos mudarem daqui para a frente.

E saiu tudo ao lado.

O arrependimento não serve de grande coisa, é certo. Mas da próxima vez lá estarei. Só que estarei mais informada e certamente feliz e realizada por ter informado alguém.

E desejo que outros tantos, como eu, o façam também. Aproveitemos que nem temos vinte anos. Antes agora.

 

E mesmo que ninguém me leia ou que ninguém se reveja em qualquer palavra que aqui foi escrita, tive de o fazer. Vejo tão boa gente escrever barbaridades a este respeito que, mais uma, não faz mal nenhum.

 

E é verdade, temos o direito de votar em quem bem quisermos. Até temos o direito de não votar em ninguém, vejam lá só. Mas quando há pessoas que, aparentemente são tão inteligentes, e que deixam que lhes seja atirada (tanta) areia para os olhos, é normal que, como tão bem se diz por terras lusas, não passemos da cêpa torta e esta coisa toda só tenda a piorar.

 

E mais frustrante é a hipocrisia e a ironia de uns, que está mesmo à nossa frente, e a qual não somos capazes de combater. Hipocrisia e ironia mascaradas de humildade e coisas dessas. Tudo uma farsa. Tudo absolutamente ridículo.

Só em contos de fadas é que o rico dá ao pobre o que quer que seja. Na prática – e na verdade – ele nem lhe deseja grande bem.

 

Ataquem à vontade. 

Aconteça o que acontecer, digam o que disserem, continuo a achar que a razão, essa amiga, está sentada aqui ao meu lado.

 

E desculpem se não faço parte daquele círculo de jovens super envolvidos nesta cena da política quase desde que se usa fralda.

Há tempo para tudo.

Talvez o meu esteja para chegar.

 

E não me venham com a história de que não há quem possa mudar o mundo e que isso é uma frase feita. Não se trata de mudar mundo nenhum. Quero continuar a ter o céu sobre a cabeça e o chão debaixo dos pés. O mundo está bem, a gente é que não. O que faz falta é que se mudem certas cabeças.

 

 

 

 

 

protesto_lisboa_pa.JPG

 

 

The end.

 

Beijinhos, malta querida

 

Raquel

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